Não dá para reler um livro assim como é impossível beijar pela primeira vez novamente. Quando que você acaba a leitura, o livro também termina. Um livro, por maior que ele seja, tem a duração de uma única leitura. E nada mais. Depois disso, é como ver fotos de uma viagem: a gente sente uma nostalgia, mas não a mesma emoção. Claro, não digo que você não vá descobrir novas maravilhas. Quanto melhor o livro, maior a chance de encontrar coisas diferentes e surpreendentes. Assim como beijar alguém mais de uma vez pode trazer emoções novas, sentimentos diversos. A técnica se apura, o relacionamento se estreita e você acaba arriscando mais, experimentando mais. Mas a verdade é que, por mais que tente, você nunca sentirá aquilo novamente. Como dizia a viciada em heroína de Invasões Bárbaras, preste atenção na primeira vez, pois é a ela que tentamos sempre retornar. Mas nunca voltaremos.
Talvez seja um desdobramento das idéias de Heráclito – o de Éfeso. Tudo muda. Não dá para atravessar o mesmo livro duas vezes. A gente muda, e o livro ainda mais.
Livros, embora muitos acreditem que sejam imutáveis, não o são. Livros não são estáticos, e estão sempre mudando. Se você for a uma biblioteca grande o suficiente, e fizer bastante silêncio, ouvirá as palavras se mexendo, as letras escalando parágrafos e mudando de posição. Pequenas e sutis trocas de sílabas. Coisa que passa despercebida pela maioria das pessoas. Mas elas sempre mudam. Por isso, as bibliotecárias sempre pedem que fiquemos quietos lá dentro. Não é para não atrapalhar quem quer que esteja lendo. É para não incomodar os livros. Eles precisam de calma e silêncio para continuar seu trabalho interminável. Com um pouco de sorte, dá até para ver, mesmo que de soslaio, uma letra se mexendo furtivamente, procurando um novo lugar para ficar. Não digo que seja fácil. A maioria delas faz isso há séculos e está mais do que treinada. Mas é possível, com uma certa dose de paciência e dedicação. Na verdade, até mesmo a Bíblia muda.

Po, esse post sim, ta ótimo! Éinteressante ver o post sobre determinado assunto sobre o ponto de vista sem ser o seu!
Alguns livros me são como gatos: têm umas nove vidas. É o caso de alguns do Poe, por exemplo. Leio e releio como se nunca tivesse lido. Talvez quando eu os peguem estejam realmente diferentes. Mas não tenho a coragem de invadir a privacidade dos livros pra ver as mudanças das letrinhas. =) Abraço.
Sempre, sempre e sempre iremos buscar a sensação da primeira vez; é de fato uma busca enfandonho e interminável e por fim frustrante… pois nos damos conta, que a primeira vez nunca volta, por mais vezes que tentamos, por mais bocas que se beije, por mais dose de heroínas que se injetem, por mais páginas que sejam relidas e lidas e relidas… nunca nunca é como a primeira… tenho medo disso! Sinceramente tenho! Recentemente reli Admirável Mundo Novo e parecia ser um outro livro… acho que as letrinhas escalaram mais paragráfos do que de costume, pois estava quase irreconhecível… Jr.
ainda procuro livro de minha vida, a história de minha arte… e alguém que faça parte dela, isso é algo tão só meu, que procuro dividí-lo, mas é algo que só conseguirei, no término de minha busca!
escrevi uma vez lá no blogue que o mundo deveria ser cinco segundos antes do beijo. Quanto aos livros, relê-los é como visitar um velho amigo, conhecido de muitos carnavais.
que legal.. gostei mesmo…
concordo totalmente com você e alguns comentários….meu é por isso que eu amo ler seu blog, porque escreve exatamente sobre meus únicos interesses na minha vida atual…quando não estou lendo um livro é como se estivesse sem nenhum amigo…e sobre a sensação da primeira vez concordo e o mesmo vale para filmes..As vezes eu gosto tanto que quero ler ou assisitr novamente, mas alguma graça se perde…
Os beijos, assim como os livros, são inesquecíveis quando falam ao coração. E os livros, assim como os beijos, são o início de tudo. Se o primeiro capítulo for bom, a continuação também será, mesmo que as letrinhas mudem de lugar. Fazem isso só prá não deixar ficar monótono.
Beijos e livros sempre nos trazem um “q” de nostalgia quando terminam, quando as páginas ou bocas se fecham. Nunca consegui ler um livro mais de uma vez, era uma sensação de “acho que já vi esse filme”, sabe?!? Não dá. Mas beijos, esses sim, esses o corpo pede, ainda que se trate de meras cópias do original já desfrutado de início. E, posso garantir: nunca se beija alguém novamente como da primeira vez. Beijos pra você.
Ah..não concordo não. Reler certos livros podem trazer emoções não sentidas da primeira vez. Talvez, porque não estávamos preparados para a leitura. Podemos achar entediante de início e, após dois anos, reler e pensa: “puxa..como não percebi isso tudo antes”. Ou achar difícil , complicado e não conseguir entendê-lo na primeira leitura, e , tempo depois, estarmos mais amadurecidos pra deixar que ele nos encha de novos conhecimentos.
Ah Vitor…conserta o que escrevi antes , por favor. Coloca um “s” no final de “conhecimento”. Obrigada!
Oi lindo blog, pexo lixenxa pra colocar teu link em meu blog e não rexixti e peguei um de teux lindos textinhus, se quixer passe no meu blog, um grandi beijo, mais uma vez Parabénx pelo lindu blog. =]
SerHumAna, quebrei seu galho, tá arrumado já. Agora o que foi isso aqui embaixo? Ou xeria ixxo aqui embaixo??? Tenho até medo de descobrir o que ela “pegou” aqui…
Será que é a filha Xuxa? E por que ela não assinou Prixila?? Ou será que ela leu demais aquela mensagem sobre a máquina de escrever com defeito? Lembxa? Aquela histoxinha de auto-ajuda que sexve pra mostxax como somos impoxtantes, que fazemos falta, e blá..blá..blá..:o)
Muito bom…
poxa! gostei muito da primeira parte do post, até quando vc cita As Invasões Bárbaras. Mas depois vc começou a avacalhar dizendo que as sílabas trocam de lugar nos livros, sutilmente, é claro! e que devemos fazer silêncio nas bibliotecas, para que não os atrapalhemos em suas peregrinações de parágrafos em parágrafos… foi aí que eu comecei a achar que vc tbm usa heroína ou alguma droga alucinógena… espero que vc não encare essa crítica como algo ruim, pois, como eu disse, gostei muito da primeira parte do texto e acho que vc deveria seguir a mesma linhagem de pensamento até o final, sem viajar na maionese. ok?