Novidades no ar

3 11 2004

Alem da minha iminente volta ao Brasil, tem um projeto novo por ai… Mas nao perguntem pra mim. Pergunte pra ela.





Contrassenso

10 10 2004

Placa no metro de Londres: Proibido mendigar. Multa: 200 pounds.





Desculpas

13 09 2004

Peco perdao aos meus leitores (os que ainda entram aqui: vao embora, nao vou postar nada nao… hehehe) pelo texto em tecla sap. Tambem excuse moi por nao acentuar ou escrever corretamente: o mundo eh cheio de teclados diferentes. Mas anuncio desde jah que um dos meus projetos futuros sera traduzir para o ingles, talvez o espanhol, os textos que publico aqui, que continuarao a ser em minha lingua patria. Se escrevi em SAP eh pq faz mais sentido. Quando voltar ao Brasil, continuaremos com a programacao normal. Ah, e nao esperem mais explicacoes: eh como explicar piada, nao funciona.





Collage

8 09 2004

Mira; Give me money so I can by a flat in Marbella and a Ferrari; Rinzen; Glittergates of Elfinbone; When I take a rock, It’s just a rock, when Miro takes a rock, It’s art; Good girls go to heaven, bad girls go to Ibiza; No rules Foozball; Take a bow; First rule of room 203, second rule of room 203, third rule of room 203; Turkish man looking at Picasso’s Las Meninas; My friend will get you when you arrive, I left a map with him so you’ll know your way around; Vale; Where’s your good councious? Drawned in Sangria; Savery; Where are you from, originally?; Saudades estranhas; Forty-five cents wine, out of a carton; Never ends; Free accomodations; The most beautifull moment of equillibrium is just a second before it colapses; If you take any part of Miro paintings, It won’t be harmonical anymore; How do you say Orkut?; I’m affraid; At some point you’ll just think twice every time you meet someone new; Self-improvement is not the answer, You should seek self-destruction; Kane, 13, Jamboree, Tarantos; La Carboneria, Flamenco: Ole; Best Sangria in town: Oveja Negra; Catalan, Valenciano, Gallego, Bascan, Castellano; Alhambra; Almudena; Mezquita; Real Alcazar; I’m hitchiking to Barcelona, but the dog is a problem; Cambia sus pantallones; Follow my lead; pick pocketing; Kabul; Stupid girl; Complementary Dinner, not on Sundays though; Sitges; Gay beach; 35 euros/day; Vale, vale, vale; Five Continents in one room; Speaking english in Spain with brazilian people; Whose fault is it?; I talk to you, you listen to me; Tous les jours; Jo Soares e Correa.





Buenos Aires

7 04 2004

O grande problema de Buenos Aires é que todo mundo já foi.
Sendo assim, se você ainda não foi, vá. Correndo. E não conte pra ninguém. A forma correta de se fazer isso é esperar até que alguém, inadvertidamente, tente comentar como o táxi é barato – você não precisa nem tirar o carro da garagem – ou que ficou deslumbrado com o
Puerto Madero/Show de tango. Aí sim. Você deve então retrucar “é verdade, você foi na loja de roupas/couro/fotografia/antiguidades/perfumes que fica na Calle Florida? É muito barato! E comeu empanadas/parrillada no Palácio das Papas Fritas/Café Tortoni?”.
Pronto. Agora ninguém desconfia que as suas malas ainda estão no pé da escada, esperando serem desfeitas.





Mi Buenos Aires Querido

7 01 2004

Passei uma semana na Argentina e a experiência foi bizarra. O lugar é incrível, vale a pena visitar. Mas o que eu queria contar mesmo foi o que aconteceu na Fronteira. Eu me senti num livro do Gabriel Garcia Marquez. Aquela coisa latina mesmo. Não tem jeito, Brasil, Argentina é tudo igual. Só muda o idioma.
Chegamos na Fronteira e estava um puta calor. Tinha, para nossa sorte, só um ônibus de turistas, argentinos. Fui preencher os malditos formulários pra entrar no país. Ah, só lembrando que eu não sabia que a carteira de motorista não servia como documento e perdemos 4 horas para buscar o RG Original em casa (explico: demoramos 1 hora para voltar pra casa, 1 para voltar onde já estávamos na estrada e mais 2 horas que não estávamos indo em frente). Pra começar eles não deixam formulários no balcão. Você tem que passar na frente de meio mundo pra chegar no oficial mau humorado que vai não olhar pra você quando você pedir, vai fingir que não te viu e, de repente, vai entregar formulários contados. E estava um calor absurdo. 30 e tantos graus. E havia moscas do tamanho de baratas e baratas do tamanho de camundongos. E garotos índios que vinham pedir águacomidamonedasdineroáguacomidaáguamonedas e ficavam no seu pé. Eles não têm a classe das crianças de rua brasileiras que só pedem uma vez. Ficam no seu pé.
Recapitulando. Estava calor e havia uma bela fila. O funcionário da polícia federal argentina, dentro de um uniforme saído de um filme dos Trapalhões, dentro de uma sala cujo frescor do ar condicionado só ele aproveitava, pegava os documentos sem olhar pra sua cara e, de rabo de olho, dizia “¿Ese? ¿Donde está?”. Sendo que Ese era a Olívia, minha namorada, que estava atrás de nós. Então ele ía digitando os nomes e carimbando os vistos e, olha só, fazia questão de, quando colocava os RGs de volta no balcão, batê-los com a mão, num desprezo inacreditável. Eu mencionei que estava calor?
Enfim, saímos de lá, após 1 hora de fila e desorganização latina para mais 700 quilômetros de estrada. A boa notícia é que a hora que perdemos na Fronteira, ganhamos no fuso horário.